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A face mais brutal da opressão: marginalização e refúgio como paradigmas do tempo histórico

maio 8, 2018 - Uncategorized
A face mais brutal da opressão: marginalização e refúgio como paradigmas do tempo histórico

por Guilherme de Souza Meirelles

Bloqueios à vida livre

A democracia, a despeito de ser um conceito em constante disputa2, em uma de suas acepções pressupõe a vida livre em uma coexistência de cidadãos, seja na pólis (democracia antiga ou grega) do mundo da liberdade positiva de intensa participação política dos cidadãos no interior da Isonomia (nome dado pelos próprios gregos a seu regime inédito), seja no interior do Estado-Nação fruto das Revoluções Burguesas da liberdade eminentemente negativa3 (democracia moderna). Entretanto, como demonstra Iris Young4, a vida livre encontra uma série de desafios e percalços imanentes para ser alcançada, não dependendo apenas de aspectos formais ou da mera enunciação positivada- seja constitucional ou através de declarações históricas- para ser concretizada. Dessa maneira, pretende-se no presente artigo (i) analisar a experiência da opressão em regimes ditos livres, fora dos esquadros dos totalitarismos; (ii) estabelecer uma definição de vida livre a partir da negatividade imanente e de seu tensionamento produzido pelas múltiplas faces e experiências de opressão ocorridas no interior de sistemas democráticos; e (iii) focar uma figura assinalada na experiência da opressão que não pode ser subsumida ao conceito de tirania. Para tanto, valer-se-á, em especial, como eixo vertebral, do texto de Young intitulado “Five Faces of Opression”5, com foco especial na face da marginalização. A pergunta que guiará o primeiro eixo da pesquisa será a seguinte: é possível pensar grupos marginalizados contemporaneamente como idosos, negros, latinos e imigrantes em analogia com a figura do refugiado apátrida, em especial na formulação arendtiana de As Origens do Totalitarismo?

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