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A EDUCAÇÃO CONTRA O ESTADO

maio 8, 2018 - Uncategorized
A EDUCAÇÃO CONTRA O ESTADO

Por Patrício McCabe

Hoje pode parecer surpreendente que se compare a escola com a igreja como o faz Althusser na epígrafe que precede estas linhas. E inclusive costuma gerar surpresa quando em alguma reunião de ativistas alguém intervém dissociando a educação da forma-escola. Sem falar da tentativa, sempre falida, de pensar o público sem equipará-lo com o estatal. No entanto, isto não foi sempre assim. Althusser se inscreve em uma longa tradição de pensamento que encontra suas raízes na revolução de 1789. O imaginário das lutas argentinas atuais parece muito distante destas ideias. A defesa da educação pública, estatal e gratuita é uma das bandeiras que goza de maior unanimidade entre as organizações do campo assalariado e a vírgula que separa o público do estatal no lema não costuma ser notada por aqueles que colocam seu empenho nas numerosas marchas em defesa da educação. Vai ser o processo aberto em 2001 que permitirá pensar o público como distante do estado. É que as ideias de autonomia, autogestão ou horizontalidade que hoje são condições necessárias para o surgimento dos bachilleratos [1], ou matérias alternativas, encontraram, apenas na última década, um solo fértil aonde desenvolver-se. No entanto, não podemos deixar de notar que a emergência deste discurso deriva de uma subjetividade autônoma que se imagina a si mesma nascida de um repolho, presunção que a impede de se inscrever em um relato precedente que legitime sua ação. Este desconhecimento que por sua vez impossibilita reconhecer-se em práticas similares daqueles que professam credos semelhantes também tem como consequência uma subjetividade local ancorada na imediatez do agir.

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